{"id":436,"date":"2018-07-16T11:00:04","date_gmt":"2018-07-16T14:00:04","guid":{"rendered":"http:\/\/medicinapremium.com.br\/blog\/?p=436"},"modified":"2018-07-12T15:48:23","modified_gmt":"2018-07-12T18:48:23","slug":"nefrolitotripsia-percutanea","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/medicinapremium.com.br\/blog\/nefrolitotripsia-percutanea\/","title":{"rendered":"Nefrolitotripsia Percut\u00e2nea: O que \u00e9, tamanho, complica\u00e7\u00f5es e les\u00f5es."},"content":{"rendered":"<p class=\"estimated-read-time\">Tempo de leitura:<small> 6 minutos<\/small><\/p> <p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-439 size-full\" src=\"http:\/\/medicinapremium.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/17-07-banner-site.jpg\" alt=\"equipe de m\u00e9dico realizando Nefrolitotripsia\" width=\"5184\" height=\"3456\" srcset=\"http:\/\/medicinapremium.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/17-07-banner-site.jpg 5184w, http:\/\/medicinapremium.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/17-07-banner-site-300x200.jpg 300w, http:\/\/medicinapremium.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/17-07-banner-site-768x512.jpg 768w, http:\/\/medicinapremium.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/17-07-banner-site-1024x683.jpg 1024w\" sizes=\"auto, (max-width: 5184px) 100vw, 5184px\" \/><\/p>\n<p>Desde a realizac\u0327a\u0303o da primeira nefrolitotomia percuta\u0302nea, (NPC), em 1976, este me\u0301todo minimamente invasivo vem substituindo a cirurgia aberta para o tratamento da liti\u0301ase renal. Com o advento da litotripsia extracorpo\u0301rea por ondas de choque (LECO), houve tende\u0302ncia ao uso liberal desta, deixando-se a nefrolitotomia percuta\u0302nea como segunda opc\u0327a\u0303o. Os relatos de insucesso com a litotripsia extracorpo\u0301rea por ondas de choque em casos mais complexos fez reacender o interesse pela cirurgia percuta\u0302nea no tratamento da liti\u0301ase renal. Esse procedimento consiste na realiza\u00e7\u00e3o de um orif\u00edcio na pele que permitir\u00e1 acessar o rim na altura em que estiver o c\u00e1lculo renal e, dessa forma, fragment\u00e1-lo e retirar os fragmentos por esse mesmo orif\u00edcio.<\/p>\n<h3><strong>Indica\u00e7\u00f5es e contra-indica\u00e7\u00f5es<\/strong><\/h3>\n<p>A NPC esta\u0301 indicada em todos os casos de falha de tratamento pela LECO. Ca\u0301lculos com indicac\u0327a\u0303o prima\u0301ria de NPC sa\u0303o: ca\u0301lculos de cistina (muito r\u00edgidos), ca\u0301lculos coraliformes (s\u00e3o aqueles que ocupam grande parte do rim), ca\u0301lculos maiores que 20 mm e ca\u0301lculos complexos. Quando houver alterac\u0327o\u0303es anato\u0302micas concomitantes, obstruc\u0327a\u0303o da junc\u0327a\u0303o ureteropie\u0301lica, estenose do infundi\u0301bulo ou diverti\u0301culos calicinais \u2013 ou seja, altera\u00e7\u00f5es que dificultem a drenagem da via urin\u00e1ria, a nefrolitotomia percuta\u0302nea permite o tratamento conjunto em um so\u0301 tempo.<\/p>\n<p>Ca\u0301lculos calicinais inferiores maiores de 20 mm tambe\u0301m devem ser tratados pela nefrolitotomia percuta\u0302nea, pois a taxa de sucesso da LECO reduz-se progressivamente com o aumento do tamanho do ca\u0301lculo.<\/p>\n<p>Poucas sa\u0303o as contra-indicac\u0327o\u0303es da NPC. Na gestac\u0327a\u0303o e na vige\u0302ncia de sepse\/pionefrose, deve ser realizada apenas a drenagem por meio de nefrostomia (orif\u00edcio no rim para passagem de sonda), deixando o tratamento do ca\u0301lculo para um segundo tempo. A presenc\u0327a de altera\u00e7\u00e3o na coagula\u00e7\u00e3o no sangue na\u0303o contra-indica a NPC, desde que corrigida previamente.<\/p>\n<h4><strong>Composi\u00e7\u00e3o\/ Tamanho \/ Tamanho do C\u00e1lculo<\/strong><\/h4>\n<p>A nefrolitotomia percuta\u0302nea esta\u0301 indicada em ca\u0301lculos renais maiores que 2 cm, independente da composic\u0327a\u0303o do ca\u0301lculo. Os ca\u0301lculos de fosfato de ca\u0301lcio (bruxita) e cistina apresentam melhores resultados com a NPC.<\/p>\n<p>O nu\u0301mero de punc\u0327o\u0303es varia conforme a anatomia renal, volume e localizac\u0327a\u0303o dos ca\u0301lculos. Na\u0303o existe um limite para o nu\u0301mero de punc\u0327o\u0303es.<\/p>\n<h4><strong>Complica\u00e7\u00f5es<\/strong><\/h4>\n<p>O paciente deve ser orientado quanto ao risco de possi\u0301veis complicac\u0327o\u0303es. Aqueles que por ventura recusem-se a receber transfusa\u0303o sangui\u0301nea devem ser esclarecidos quanto ao risco de sangramento.<\/p>\n<p>E\u0301 a complicac\u0327a\u0303o mais frequ\u0308ente, associada ao nu\u0301mero de punc\u0327o\u0303es, volume dos ca\u0301lculos e dia\u0302metro do material ciru\u0301rgico usado.<\/p>\n<p>Pacientes com mu\u0301ltiplas punc\u0327o\u0303es apresentaram maior queda no valor da hemoglobina (1,28 versus 2,32 g\/dL) e necessitaram mais frequ\u0308entemente de transfusa\u0303o (4,5% para uma punc\u0327a\u0303o, 7,8% para duas punc\u0327o\u0303es e 12,5% para mais de duas punc\u0327o\u0303es). A menor dilatac\u0327a\u0303o dos trajetos (\u2264 22 F) tambe\u0301m foi relacionada a\u0300 menor queda nos ni\u0301veis de hemoglobina.<\/p>\n<p>O desenvolvimento de complicac\u0327o\u0303es intra-tora\u0301cicas esta\u0301 frequ\u0308entemente associado ao acesso de ca\u0301lices superiores (por\u00e7\u00e3o mais alta do rim e mais pr\u00f3xima do pulm\u00e3o).<\/p>\n<p>As complicac\u0327o\u0303es mais comuns sa\u0303o hidro (\u00e1gua ou soro no t\u00f3rax) e pneumoto\u0301rax (ar entre o pulm\u00e3o e a caixa tor\u00e1cica), podendo tambe\u0301m ocorrer hemoto\u0301rax (sangue no t\u00f3rax). Quando utilizada a punc\u0327a\u0303o supracostal (acima das costelas), a incide\u0302ncia destas complicac\u0327o\u0303es aumenta.<\/p>\n<h4><strong>Les\u00f5es<\/strong><\/h4>\n<p>As leso\u0303es colo\u0302nicas (intestino grosso), apesar de infrequ\u0308entes, devem sempre ser lembradas. Estas esta\u0303o mais frequ\u0308entemente associadas a\u0300 presenc\u0327a do co\u0301lon retrorenal (intestino que se projeta para tr\u00e1s do rim), cuja incide\u0302ncia aproximada e\u0301 de 0,65%.<\/p>\n<p>As leso\u0303es esple\u0302nicas (ba\u00e7o) sa\u0303o infrequ\u0308entes, estando geralmente associadas ao aumento do \u00f3rg\u00e3o. A sua ocorre\u0302ncia, assim como da les\u00e3o do f\u00edgado, acarreta sangramento volumoso, podendo ser necessa\u0301ria explorac\u0327a\u0303o ciru\u0301rgica.<\/p>\n<p>Previamente a\u0300 NPC, recomenda-se a realizac\u0327a\u0303o de cultura de urina com intuito de identificar o germe e utilizar o antibio\u0301tico especi\u0301fico. O uso de antibi\u00f3tico para evitar infec\u00e7\u00e3o e\u0301 mandato\u0301rio, pore\u0301m na\u0303o ha\u0301 vantagem de manter o antibio\u0301tico no po\u0301s-operato\u0301rio.<\/p>\n<p>A perfurac\u0327a\u0303o da pelve renal requer permane\u0302ncia da nefrostomia (sonda no interior do rim para drenar a urina) ate\u0301 que a resoluc\u0327a\u0303o seja confirmada por meio de exame espec\u00edfico.<\/p>\n<p>Devido ao grande n\u00famero de poss\u00edveis complica\u00e7\u00f5es associadas \u00e0 cirurgia renal percut\u00e2nea, principalmente relacionadas \u00e0 forma\u00e7\u00e3o do trajeto percut\u00e2neo e possivelmente ao di\u00e2metro da bainha utilizada, h\u00e1 \u00a0alguns anos foi sugerida a utiliza\u00e7\u00e3o de vias de acesso mais finas, particularmente em crian\u00e7as, cuja t\u00e9cnica \u00e9 denominada minipercut\u00e2nea. Bainhas de 14 a 20F t\u00eam sido utilizadas, associadas ao uso de ureterosc\u00f3pio e fragmenta\u00e7\u00e3o a laser com bons resultados em casos selecionados, com pouca massa calculosa. Essa t\u00e9cnica tem vantagens sobre a cirurgia percut\u00e2nea convencional, com menor risco de sangramento, por exemplo. Em compara\u00e7\u00e3o com a cirurgia retr\u00f3grada, por ureterorrenoscopia flex\u00edvel, oferece melhor chance de elimina\u00e7\u00e3o completa dos c\u00e1lculos (principalmente para aqueles cirurgi\u00f5es que n\u00e3o est\u00e3o bem treinados para o m\u00e9todo endosc\u00f3pico flex\u00edvel ou n\u00e3o disp\u00f5em de aparelho de laser potentes, que n\u00e3o \u00e9 o nosso caso) e sem as limita\u00e7\u00f5es t\u00e3o elevadas do custo de equipamentos. Alguns autores questionam os resultados da minipercut\u00e2nea, visto que em algumas s\u00e9ries as complica\u00e7\u00f5es e benef\u00edcios n\u00e3o diferiram da cirurgia percut\u00e2nea convencional. Aprofundando ainda mais esta discuss\u00e3o, recentemente os resultados da micropercut\u00e2nea foram anunciados. Nesse procedimento \u00e9 utilizada uma agulha de 4,85 F denominada <em>All-seeing needle<\/em>, com sistema endosc\u00f3pico que permite fragmenta\u00e7\u00e3o a laser. Por\u00e9m muitas das indica\u00e7\u00f5es desse m\u00e9todo coincidem com as da ureterorrenolitotripsia flex\u00edvel a laser (tema do nosso pr\u00f3ximo post), que \u00e9 menos m\u00f3rbida e com menor risco de complica\u00e7\u00f5es, o que torna o m\u00e9todo percut\u00e2neo (ainda que com micropun\u00e7\u00f5es) question\u00e1vel.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p><small> 6 minutos<\/small> Desde a realizac\u0327a\u0303o da primeira nefrolitotomia percuta\u0302nea, (NPC), em 1976, este me\u0301todo minimamente invasivo vem substituindo a cirurgia aberta para o tratamento da liti\u0301ase renal. 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